Covid-19… O que trouxe de bom no seio da Dança!

07/06/2020

Desde o mês de Março que a Europa e o Mundo ficaram virados do avesso com a “chegada” da Pandemia da COVID-19. Em meados do mês de Março, as escolas de dança de Portugal decidiram por opção própria, fechar! Empresas, associações, escolas, professores, bailarinos, discotecas, espaços de dança recreativa, entre outros, cedo perceberam que a COVID-19 é um inimigo comum, e que era um dever de cada um, e de todos nós, tomar a decisão de fechar. e de promover o distanciamento social.
A pandemia instalou-se… Portugal e o Mundo todo pararam!!! As fronteiras fecharam-se, os aviões ficaram nos hangares, a população ficou recolhida em casa. Mas a Dança transformou-se, ganhou outra forma, “actualizou-se”: saiu das salas de ensaio, dos palcos, das pistas de dança, e foi para as plataformas digitais …
Por todo o Mundo, em todas as redes sociais, os professores e bailarinos, passaram a dar aulas via Online. Festivais de dança foram cancelados no formato presencial e passaram a ser transmitidos pela WEB. Foram vários dias de confinamento em que estes profissionais ofereceram a sua alegria, o seu entusiasmo, tudo em prol da dança.
“Estamos juntos e vamos ficar bem” – esta é uma das frases que mais se ouve nos tempos que correm, e com essa mesma esperança que aquilo que nos fez parar, a COVID-19, também nos fez juntar.
Sim, por causa desta pandemia, criou-se uma energia que juntou amigos, colegas, conhecidos e desconhecidos da generalidade das danças sociais, num movimento sem precedentes. Este movimento ganhou forma, ganhou um nome e também várias iniciativas foram criadas com o intuito de partilhar experiências, partilhar conteúdos, viver memórias e com tudo isto construir a comunidade de danças sociais, que é baseada em valores comuns, com admiração de uns para os outros, por tudo aquilo que fazemos em torno da dança!
Reuniões e encontros nas plataformas digitais, realizados por colegas de profissão que muitas vezes estão separados por falta de tempo, ou de oportunidade, ou simplesmente porque os interesses comuns criam distâncias entre eles, agora, partilham objetivos, partilham experiências, partilham conhecimentos com um único objectivo…. Criar e defender esta comunidade, esta classe profissional. E assim, num tempo estranho, em que não nos podemos ver, sentir, juntar e tocar, tempo que nos fez parar, fez-nos pensar o quão frágeis nós somos, o quão invisíveis a nossa classe profissional é, que tantas fragilidades tem. Por tudo isto, surge uma união também ela sem precedentes no seio das danças sociais., nasce assim uma organização que tem uma missão difícil, tem uma missão longa e corajosa.
Como em tudo aquilo que fazemos na dança, – “só faz sentido quando é sentido”- surge assim o INSTITUTO PORTUGUÊS DE DANÇA E CULTURA,
sejam todos muito bem vindos!